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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Principais métodos de Desmame

Desmame é o termo comumente empregado, na rotina da terapia intensiva para conceituar o protocolo clínico da retirada rápida ou gradual e definitiva do paciente no ventilador mecânico.


Pode ser descrito também como a transferência do trabalho respiratório feito pelo ventilador para o paciente. Em alguns casos, o desmame pode apresentar-se complicado e trabalhoso, geralmente diante de: Patologias pulmonares prévias; insuficiências cardíacas graves; doença neurológica grave; grandes cirurgias abdominais ou torácicas. O momento para se considerar o desmame é imediatamente após a emergência respiratória ter sido estabilizada. A forma como será processado o desmame depende de vários fatores, como: modo de ventilação pulmonar mecânica empregado, tipo e característica do aparelho de ventilação, tempo de uso da ventilação pulmonar mecânica e da patologia de base. Os principais métodos para retirada do paciente da ventilação pulmonar mecânica são: Retirada Abrupta ou Fast Track; retirada gradual com peça “t”; ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV); pressão positiva continua em vias aéreas (CPAP); ventilação mandatória minuto (VMM); ventilação com suporte de pressão inspiratória (PSV). Os pacientes que permanecem por um período curto em ventilação pulmonar mecânica podem ser retirados mais rapidamente da ventilação, principalmente quando não apresentam patologias pulmonares ou após o período anestésico de uma cirurgia. O paciente deverá estar bem acordado, consciente, em uma posição confortável com o decúbito elevado, devendo ser feita a aspiração das vias aéreas e ser explicado o procedimento. Coloca-se o paciente respirando espontaneamente em CPAP ou em um tubo-T, monitorizando-o constantemente, durante 20 a 30 minutos. A análise da gasometria arterial e a observação do padrão respiratório determinarão a possibilidade de extubação, ou, se houver deterioração clinica, o restabelecimento do suporte respiratório. Na retirada gradual com Tubo-T o paciente é conectado a um tubo com uma mistura gasosa aquecida, com uma fração inspirada de oxigênio 0,1 acima daquela utilizada na ventilação pulmonar mecânica e outra extremidade do tubo com saída livre para o ambiente. O método permite que o paciente respire espontaneamente por um período de tempo predeterminado intercalado cm o suporte ventilatório total. O tempo em que o paciente permanecerá em respiração espontânea dependerá da sua capacidade e da resistência da musculatura respiratória. Inicia-se com períodos de cinco minutos a cada 30 a 180 minutos aumentando o período gradativamente até que o paciente consiga respirar espontaneamente por duas horas consecutivas, quando então será considerada a extubação. A SIMV é uma modificação do VMI, ou seja, foi desenvolvida objetivando a retirada progressiva da ventilação, pois permite que o paciente respire espontaneamente entre os ciclos mecânicos. A ventilação com pressão é sincronizada com o esforço inspiratório do paciente através de uma válvula de demanda (por queda da pressão das vias aéreas ou por queda do fluxo). A vantagem é evitar que o ciclo mecânico se inicie após a fase inspiratória do paciente, prevenindo, assim o barotrauma e permitindo ao paciente assumir mais trabalho respiratório enquanto a taxa diminui.

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