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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tudo sobre OSTEOPOROSE!!

Osteoposose é a perda óssea, que se inicia na vida adulta e continua durante a velhice, é um processo normal.
A osteoporose ocorre quando a perda da densidade óssea torna-se tão aguda que o esqueleto é incapaz de sustentar estresses ordinários, uma condição marcada pela ocorrência de fraturas.
As estatísticas indicam que as mulheres têm cerca  de 4 vezes mais probabilidade que os homens de desenvolver osteoporose.




A saúde óssea é influenciada por 3 fatores principais que interagem:

- dieta;
- exercício;
- estrógeno.
ETIOLOGIA: A osteoporose é um problema heterogêneo complexo de etiologia desconhecida.

CAUSAS:A perda de massa óssea a um grau que produza fraturas pode resultar de:

- uma aceleração excessiva da perda;
- um pico de massa óssea tão baixo que após atrito normal, os ossos tornam-se frágeis e suscetíveis a fraturas.
CLASSIFICAÇÃO
As duas formas de osteoporose, Primária e Secundária são distintas, em geral, pelo sexo e pela idade na qual as fraturas ocorrem.
Primária:  Tipo I , Tipo II

Tipo I –  Também chamada osteoporose pós-menopausa e síndrome da fratura vertebral por esmagamento.
É vista em mulheres idosas entre os 15 e os 20 anos de menopausa. Caracterizada por fraturas com perda do osso trabecular.
Em 10% dos casos pode ocorrer nos homens ou mulheres na pré-menopausa. Há predomínio nítido da reabsorção óssea por elevação da atividade dos osteoclastos.
Tipo II –  Também chamada de osteoporose senil. Está associada à idade, ocorre em torno dos 70 anos de idade e além.
Afeta ambos os sexos, porém a incidência é maior no sexo feminino. A fratura mais freqüente é a do quadril.
SINTOMAS – o mais comum é a dor nas costas, a qual pode ser moderada ou severa e pode durar por dias ou semanas antes de melhorar e, então, ocorrer novamente.
Secundária: Resulta quando uma droga ou estados patológicos diversos causam perda do tecido ósseo.

PATOGENIA
Muitos fatores estão implicados no desenvolvimento da doença osteoporótica. Dentre eles, estão:
Fatores Genéticos
- raça branca;
- história familiar positiva;
- pequena estrutura corporal.
Perda óssea relacionada com a idade
O ser humano alcança o pico de massa óssea em torno dos 30 anos de idade. A partir de então, há declínio progressivo da densidade óssea. A perda é maior no sexo feminino e predomina no osso trabecular.
Fatores Nutricionais
- baixa ingestão de cálcio ao longo da vida;
- ingestão excessiva de álcool, cafeína, proteína, açúcar, alimentos refinados;
- excesso de fosfato (coca cola – alto teor de fosfato e cafeína).
Outros
- tabagismo;
- sedentarismo;
- nuliparidade;
- menopausa precoce;
- menarca tardia;
- redução da absorção intestinal de cálcio ao longo da vida.
O Estado Menstrual é um dos principais riscos para osteoporose. Qualquer interrupção da menstruação por um período extenso de tempo resulta em perda óssea. A menorréia que acompanha excessiva perda de peso vista na anorexia nervosa ou com exercício excessivo tem o mesmo efeito sobre os ossos como a menopausa.
Uma perda óssea extraordinária, mas passageira ocorre em mulheres que amamentaram por 6 meses ou mais; especialmente nas regiões do colo do fêmur e regiões da espinha lombar.
Uma ingestão suficiente de cálcio e vitamina D é essencial durante este período.
A densidade da massa óssea atingida no momento em que o crescimento é completado determina de certo modo o que será deixado após anos de perda gradual. Embora o pico de massa óssea seja determinado por um grande número de fatores, a ingestão de cálcio do nascimento até a adolescência é um importante contribuinte.
A ingestão de cálcio, na fase adulta, fica menos suscetível à osteoporose em idade avançada.
Vários medicamentos propiciam a osteoporose, por intervir na absorção de cálcio ou por promover ativamente a perda de cálcio pelo osso.
O fumo de cigarros e o consumo de álcool excessivos são fatores de risco para o desenvolvimento de osteoporose, provavelmente devido aos efeitos tóxicos sobre os osteoblastos (célula que forma o tecido ósseo).
Excessiva ingestão de fibras pode interferir na absorção do cálcio.

TRATAMENTO
-  Terapia de reposição de estrógeno
- Exercício
- Ingestão adequada de cálcio
Ingestão adequada de Cálcio
A baixa ingestão deste mineral ao longo da vida é fator de risco relevante para o desenvolvimento da doença.
É importante a quantidade de cálcio na alimentação diária. Tal colocação não se aplica ao leite de vaca, que, por ter difícil digestão enzimática no humano, não é indicado como fonte deste mineral. Além disso, ele também prejudica a absorção de outro mineral importante nesse tratamento que é o magnésio.
No lugar do leite de vaca, deve ser incentivado o consumo de iogurte e coalhada caseira que, além de possuírem maior quantidade de cálcio, têm absorção intestinal mais adequada.
Fontes de Cálcio – casca de ovo em pó, gema de ovo, leite desnatado em pó, queijo prato, queijo minas, melado de cana, folhas de brócolis, sardinha, siri, salmão, ostras, camarão, fígado, acelga, agrião, couve-flor, espinafre, repolho, aspargo, alface, cebola, soja, broto de alfafa, couve, feijão verde, feijão, lentilha, quiabo, tomate, algas marinhas, levedo de cerveja, nozes, abacate, banana, coco, figo, limão, ameixa, gergelim, pêssego, ameixa seca, abacaxi, passas, avelã, aveia, tofu, salsa.
Ingestão adequada de Magnésio
A falta desse mineral está associada à osteoporose. Deve ser suplementado com cálcio na proporção 2 cálcio: 1 magnésio.
Fontes de Magnésio – grão de bico, verduras verde escuras, carnes, peixes, aves, ovos, camarão, leite e derivados, nozes, cereais integrais, aveia, germe de trigo, milho, amêndoas, mel, caqui, ameixas, pêra, pêssego, lima, limão, laranja, maçã, uva, banana, aspargo, quiabo, cenoura, beterraba, repolho, couve-flor, pepino, salsa, hortelã, feijão, lentilha.
Ingestão adequada de Cobre, Zinco e Manganês
Estes minerais funcionam como co-fatores de enzimas envolvidas no metabolismo da matriz orgânica.
Fontes de Cobre (Cu) – leguminosas, farinha de trigo, ameixas, carne bovina, vísceras, frutos do mar, cereais integrais, amêndoas, folhas verdes escuras, gema de ovo, nozes, castanha do Pará, bacalhau, salmão, milho, beterraba, alho, rabanete, laranja, cogumelos, melado, aveia, farinha de centeio, figo, ameixas.
Fontes de Zinco (Zn) - leite, queijo, levedura, amendoim, feijão, batata, iogurte e arroz escuro. De todos os alimentos vegetarianos, amior fonte de zinco concentrado é a semente de abóbora.
Fontes de Manganês – agrião, aveia, grãos integrais, pêssego, alho, algas, gema de ovo, nozes, ervilhas, castanha, soja, milho, cevada, legumes, amêndoas, folhas de beterraba, damasco, abacate, banana, feijão, chá.
Ingestão adequada de Vitamina C
Esta vitamina é importante para a produção de colágeno, além de facilitar a absorção do Cálcio.
Ingestão adequada de Vitamina D
Esta vitamina aumenta a absorção intestinal de cálcio.
Fontes de vitamina D – óleo de fígado de bacalhau, manteiga, cogumelos, leite, salmão, sardinha, atum, gema de ovo, queijo, germe de trigo e iogurte.
Ingestão adequada de Vitamina K
Participa da síntese da osteocalcina, que é uma proteína fundamental para a deposição mineral na matriz óssea.
Ingestão adequada de Boro
O papel do boro na osteoporose não está totalmente estudado, mas existem evidencias de que este mineral previne a perda urinária de cálcio


Fonte: FISIOMOVIMENTO

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